• Milagres, 23/05/2026
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PALACIM CLUBE: ENTRE A MEMÓRIA DE MILAGRES E A GUERRA DE ACUSAÇÕES QUE AGORA PAROU NA JUSTIÇA

Clube que marcou gerações de milagrenses volta ao centro de uma das maiores polêmicas políticas e patrimoniais da cidade

FRANCISCO SILVA
PALACIM CLUBE: ENTRE A MEMÓRIA DE MILAGRES E A GUERRA DE ACUSAÇÕES QUE AGORA PAROU NA JUSTIÇA

ACONTECEU. A GENTE MOSTRA! DIRETO AO PONTO MILAGRES E O BLOGUE DO VERÍSSIMO.

O tradicional “Palacim”, nome popular do antigo Palmares Atlético Clube Milagrense, voltou ao centro do debate público em Milagres após denúncias graves envolvendo um suposto desmanche da estrutura do clube. Vídeos enviados à redação do Direto ao Ponto Milagres e do Blogue do Veríssimo mostram o estado de deterioração do espaço.

Por décadas, o Palacim foi considerado um dos principais pontos de encontro social e cultural da cidade. Bailes, festas dançantes e eventos sociais ajudaram a construir a memória afetiva de gerações de milagrenses. Segundo relatos de antigos frequentadores, o espaço recebeu artistas regionais e atrações de relevância no cenário nacional e nordestino, dentre eles Luiz Gonzaga, que se apresentou no clube na década de 80. Fundado oficialmente como associação privada, o Palmares Atlético Clube Milagrense possuía registro ativo desde 1987, funcionando como clube social e esportivo.

O Palacim encontrava-se fechado há anos e, em 2009, Francisco Wesley Moreira de Morais (Tetê Morais) iniciou um movimento para a reativação do clube. O objetivo, segundo ele, era resgatar a história e preservar um patrimônio afetivo da população milagrense.

Já em 2013, foi criada uma nova diretoria, formada por chapa única, ocasião em que Tetê Morais assumiu oficialmente a presidência do clube. Entretanto, parte dos associados contestou judicialmente a condução administrativa do Palacim. A disputa foi parar na Justiça, onde houve uma decisão desfavorável ao vereador, que acabou sendo destituído da presidência do clube. Os opositores acusam Tetê Morais de ter ocupado o espaço de forma irregular e afirmam que, após a decisão judicial, ele iniciou um processo de retirada de materiais e descaracterização da estrutura do clube.

As denúncias recebidas pela redação apontam que o Palacim teria sofrido um verdadeiro desmanche após a saída do vereador do imóvel. Vídeos mostram salas deterioradas, estruturas comprometidas e a ausência de itens que, segundo os denunciantes, faziam parte do patrimônio do clube. Entre os materiais citados estão fios elétricos, portas, telhas e outros equipamentos.

Procurado pela reportagem, o vereador Tetê Morais negou qualquer prática de vandalismo. Segundo ele, tudo o que foi retirado do local corresponde a investimentos feitos com recursos próprios ao longo dos anos em que esteve à frente do Palacim. Tetê afirma que encontrou o clube abandonado e que realizou reformas estruturais, ampliações e melhorias utilizando dinheiro do próprio bolso. Entre os itens mencionados por ele estão vasos sanitários, instalações elétricas, telhas e madeiras. O vereador declarou ainda que não recorreu da decisão judicial para evitar mais desgaste político e conflitos envolvendo o clube. Em sua defesa, Tetê sustenta que deixou no local diversas benfeitorias permanentes, incluindo ampliações físicas e estruturas que permaneceram incorporadas ao patrimônio do Palacim.

Ainda segundo ele, as acusações possuem motivação política.

“Durante o período em que fiquei à frente do Palacim, enfrentei muitos conflitos, principalmente políticos. Em 2009, foi com o ex-prefeito Hellosman Sampaio de Lacerda. Agora, em 2026, a perseguição vem dos próprios aliados políticos e de pessoas que não gostam de mim”, declarou o vereador à reportagem. Tetê também criticou o atual conselho do clube, afirmando que parte das pessoas que hoje aparecem como defensoras do Palacim seriam, segundo ele, responsáveis pelo antigo abandono do espaço.

Enquanto acusações e versões opostas se enfrentam, o que permanece evidente é a situação delicada do Palacim Clube, um símbolo histórico e social de Milagres que hoje se encontra no centro de uma batalha judicial, política e patrimonial. A população agora aguarda esclarecimentos mais profundos, inclusive por meio da Justiça, para determinar responsabilidades e entender o que, de fato, ocorreu dentro de um dos espaços mais emblemáticos da história social milagrense.




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