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Brutalidade no Sertão: Namorado e Irmão Decepam Mãos de Jovem a Golpes de Foice em Quixeramobim

A vítima foi socorrida em estado gravíssimo, e os dois agressores já foram presos pela polícia.

Francisco Silva
Brutalidade no Sertão: Namorado e Irmão Decepam Mãos de Jovem a Golpes de Foice em Quixeramobim SMO+

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A madrugada desta sexta-feira, 1º de maio, foi marcada por um crime de extrema barbárie no município de Quixeramobim, no Sertão Central cearense. Uma jovem, identificada como Maria Clara, foi brutalmente atacada a golpes de foice dentro de casa, numa tentativa de feminicídio que resultou na amputação de suas duas mãos.

De acordo com as investigações, os suspeitos de cometer o ataque são o companheiro da vítima e o irmão dele, que invadiram a residência onde ela estava. Usando uma foice, a dupla desferiu múltiplos golpes contra a jovem. Ela teve a mão direita totalmente amputada e a mão esquerda semi-amputada, além de sofrer cortes profundos no ombro, perna e cotovelo. Populares ouviram os gritos de socorro e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Maria Clara foi inicialmente levada ao Hospital Regional do Sertão Central, mas, devido à complexidade das lesões, precisou ser transferida em estado grave para o Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, referência para casos de alta complexidade.

A resposta das forças de segurança foi célere. Ainda na manhã do mesmo dia, Evangelista Rocha dos Santos, irmão do companheiro da vítima, foi preso pela Polícia Militar, e a foice usada no crime foi apreendida. O segundo envolvido, Ronivaldo Rocha dos Santos (conhecido como "Roni") , que mantinha um relacionamento com a vítima, tentou fugir, mas foi localizado e preso pelas equipes de segurança na localidade de Cajazeiro, no município de Madalena. Até o momento, a motivação exata do crime ainda é investigada pela Polícia Civil da cidade, sob a titularidade do Delegado William Lopes. Em depoimento, um dos irmãos chegou a dar uma versão inicial, atribuindo a violência a supostas brigas constantes e ao fato de a vítima, segundo ele, "esculhambar" seu irmão e sua mãe.

O caso não é isolado. Dados recentes mostram que o Ceará convive com registros constantes de feminicídio e tentativas um ciclo que insiste em se repetir, quase sempre dentro de relações íntimas. Quando o agressor é alguém próximo, o risco é maior. E quando o Estado chega depois, o resultado costuma ser o mesmo: vítimas mutiladas, famílias destruídas e uma sociedade que reage apenas após o pior acontecer. Mas a pergunta que permanece é outra: quantos sinais vieram antes desse ataque e foram ignorados?




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