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Israel retirou chanceler e presidente do Parlamento do Irã de lista de alvos a pedido do Paquistão, diz agência

g1.globo.com
Israel retirou chanceler e presidente do Parlamento do Irã de lista de alvos a pedido do Paquistão, diz agência


Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi
REUTERS/Dilara Senkaya/File Photo
Israel retirou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos a pedido do Paquistão, para garantir que EUA e Israel pudessem ter alguém com quem negociar um cessar-fogo, revelou nesta quinta-feira (26) a agência de notícias Reuters.
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Uma autoridade paquistanesa afirmou à Reuters que Islamabad pediu a Washington que não os atingisse, que então repassou o pedido a Israel.
"Os israelenses tinham as coordenadas deles e queriam eliminá-los. Dissemos aos EUA que, se eles também fossem eliminados, não haveria mais ninguém com quem conversar. Por isso, os EUA pediram aos israelenses que recuassem", disse à agência o oficial paquistanês.
Vizinho do Irã e com laços com os EUA, o Paquistão tem se apresentado como um dos possíveis locais para negociações entre Teerã e Washington em meio à guerra que os dois países travam há quase um mês. O governo paquistanês têm buscado mediar um contato entre os dois países e nesta semana entregou ao Irã uma proposta de cessar-fogo elaborada pelos EUA, segundo agências de notícias. Essa proposta, no entanto, foi rejeitada por Teerã, que a chamou de "excessiva".
Islamabad tem mantido contato direto tanto com os EUA quanto com o Irã em um momento em que esses canais estão congelados para a maioria dos outros países. Egito e Turquia também têm tentado atuar como mediadores em busca de encerrar a guerra.
A revelação da Reuters ocorre após o jornal norte-americano "The Wall Street Journal" ter noticiado que os dois principais dirigentes iranianos haviam sido temporariamente removidos da lista de eliminações por Israel, porém não havia revelado os nomes. Ainda segundo o jornal, os dois foram retirados da lista por até quatro ou cinco dias, mas não mencionou qualquer papel do Paquistão.
Desde o início da guerra, EUA e Israel têm assassinado autoridades de alto escalão do regime iraniano, entre as mais importantes estão o então líder supremo Ali Khamenei e o então chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani.
Na época da morte de Larijani, Araqchi afirmou que ele e outras autoridades de alto escalão serão substituídos caso sejam mortos por bombardeios israelenses, e que esses assassinatos não desestabilizarão o regime. "Se o ministro das Relações Exteriores viesse a ser morto, inevitavelmente haveria outra pessoa para ocupar o cargo", disse ele à "Al Jazeera" em referência a ele mesmo.
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